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Um tempo que não deve ser esquecido

No início da década de 80, Cubatão levava a triste alcunha, por parte da imprensa, de “Vale da Morte”. Essa mácula segue a cidade até hoje, e muitos ainda utilizam o termo sem saber ao certo o porquê.

Um vídeo publicado no YouTube mostra Cubatão ao final dos anos 70 e início dos 80, em especial a Vila Parisi, bairro extinto que ficava próximo ao Pólo Industrial. Infelizmente, temos que dar o braço a torcer e concordar que a cidade merecia o apelido que a tornou famosa em todo o mundo.

Hoje, graças a uma série de medidas (em especial multas pesadíssimas às indústrias), a situação é bem diferente. Mas a lembrança de “Vale da Morte” nos persegue.

Acredito que falta uma intensa campanha de divulgação da recuperação ambiental e das belezas naturais de Cubatão. Não temos estandes em feiras de turismo ou eventos de negócios. Nossa política de turismo ainda é incipiente.

Poderíamos ser um paraíso dos esportes radicais, como é Brotas, no interior do Estado. O turismo de aventuras e ecológico, quando bem explorados (divulgação e preparação de estrutura necessária, como hotéis e equipamentos turísticos bem conservados e sinalizados), pode representar uma ótima fonte de renda para o município, que hoje basicamente depende dos bons momentos da indústria e que sofre com ela quando o momento econômico não é bom, como vimos no ano passado.

Que voltemos a apostar na “Cidade-Símbolo da Ecologia”. Assim, com o passar do tempo, sepultaremos de vez os tempos em que a Vila Parisi era uma cruel e palpável realidade.

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Forte odor de gás atinge Cubatão

URGENTE

Os cubatenses tiveram uma desagradável surpresa na noite desta quarta-feira. Um forte odor de gás impregnou o ar da região central da Cidade.

Quem estava em casa foi obrigado a se proteger ligando os ventiladores ou exaustores. Segundo informações obtidas por este blog, muitas pessoas procuraram o Pronto Socorro Central queixando-se de dores de cabeça e problemas respiratórios.

Um levantamento preliminar indica que foram afetados com o forte cheiro os bairros Fabril, Centro, Vila Couto, Vila Paulista, Jardim 31 de Março e Vila Nova, mas já há registros de que o odor chegou a Santos e São Vicente.
As informações são desencontradas até o momento, mas tudo indica que o odor provém da Refinaria Presidente Bernardes.

O site da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), empresa responsável por aferir a qualidade do ar e fazer a fiscalização junto ao Polo Industrial, está com problemas na página que informa a atual situação.

Infelizmente, este é mais um caso que ilustra que Cubatão paga um preço muito alto por sediar o maior polo petroquímico da América Latina é muito alto. Uma cidade localizada no sopé de uma serra, que naturalmente bloqueia a evasão dos poluentes, não poderia de forma alguma sediar tais indústrias. Mas a falta de visão futura das autoridades e o compromisso zero com o meio ambiente por parte das companhias acabou nisso: uma noite em que relembramos o triste título de “Vale da Morte”.

Atrelado a isso, aparentemente a rigidez da fiscalização diminuiu. Diariamente ouvimos relatos de novos focos de poluição em nossos rios e mal conseguimos ver a Serra do Mar por causa da fumaça das chaminés industriais. Até quando essa triste sina cubatense irá perdurar?

Enquanto nada é feito, resta-nos proteger nossos narizes e torcer para que a chuva leve da madrugada ajude a dispersar os poluentes.