Cubatão aparece em minissérie da Globo

02/05/2017

Caminho do Mar e tubulações da Usina Henry Borden aparecem em episódio de “Vade Retro”

No último dia 20 de abril, estreou na TV Globo a minissérie “Vade Retro“, com Tony Ramos e Mônica Iozzi. Quem assistiu ao primeiro episódio da obra de Fernanda Young e Alexandre Machado (autores da consagrada “Os Normais”), pode não ter notado, mas Cubatão aparece com destaque em uma das principais cenas do programa.

Dutos da Usina Henry Borden, em destaque na cena (Reprodução/TV Globo)

Quando Abel, personagem de Ramos, provoca na frente de Celeste (Iozzi) um apagão em toda a cidade onde a história se passa, a locação da cena é um dos locais mais conhecidos de Cubatão: a estrada do Caminho do Mar. Em destaque, as famosas tubulações de água que servem à Usina Henry Borden.

Segundo a comunicação da TV Globo, as cenas foram gravadas em junho de 2016. Quem já foi a algum dos locais da Estrada Velha nesta época do ano sabe bem: o frio é intenso.

Tony Ramos e Mônica Iozzi durante ensaios para gravação da cena (foto: Ramón Vasconcellos/TV Globo)

Aparentemente, a ex-CQC foi pega de surpresa com as baixas temperaturas no momento da gravação. Em entrevista ao site Notícias da TV, Mônica Iozzi comentou como foi gravar na região. “Foi muito sofrido (…) Eu estava com esse bendito vestidinho fininho, sem nada. Estava muito frio e ventando, a ponto de a gente estar em pé e balançar com a força do vento. Eu não tremia a boca na hora de falar o texto, não sei como. Mas eu falava o texto e voltava a tremer”, disse.

Clique aqui para ver a cena em que a locação cubatense aparece na minissérie global.

Curiosidade: em 2011 foi criada a Cubatão Film Comission, órgão ligado à Secretaria Municipal de Cultura para fomentar a realização de obras audiovisuais na cidade. Desde então, já foram gravados comerciais e programas de TV em locações como a Vila Fabril, a própria Estrada Velha e a Avenida Nove de Abril.

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Henry Borden salvou Cubatão do apagão

23/11/2009

Na noite do último dia 10 o Brasil ficou às escuras. Um apagão causado por uma forte tempestade em uma subestação de energia paralisou os trabalhos da Usina de Itaipu, na divisa do Paraná com o Paraguai, deixando quase 18 estados do País à luz de velas.

Mas o que pouca gente sabe é que um dos primeiros locais no Brasil a ter a luz restabelecida naquela noite escura foi Cubatão, cerca de 90 minutos após o início do apagão. E a grande responsável por isso foi a Usina Hidrelétrica Henry Borden, localizada no município, que entrou em operação em caráter emergencial.

O complexo Henry Borden, localizado no sopé da Serra do Mar de Cubatão, é composto por duas usinas de alta queda (720 metros), denominadas de Externa e Subterrânea, com 14 grupos de geradores acionados por turbinas Pelton, perfazendo uma capacidade instalada de 889 Megawatts, para uma vazão de 157 metros cúbicos por segundo. Desde outubro de 1992, a operação desse sistema vem atendendo às condições estabelecidas por uma resolução, que só permite o bombeamento das águas do Rio Pinheiros para o Reservatório Billings para controle de cheias, reduzindo em 75% aproximadamente a energia produzida em Henry Borden.

De acordo com informações da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), o sistema elétrico brasileiro é interligado. A atuação primeira da Usina Henry Borden foi ajudar no restabelecimento global do sistema. Em seguida as linhas que alimentam as subestações de distribuição das cidades da Baixada Santista foram gradativamente religadas, conforme orientação do Operador Nacional do Sistema – ONS.

O fornecimento por parte da usina durou o tempo necessário para o restabelecimento pleno do sistema elétrico nacional. Em Santos, por exemplo, local não atendido pela Usina, o fornecimento de energia elétrica só voltou ao normal por volta das 3 horas da manhã de quarta-feira.

História – Quem vê o famoso aquaduto descendo pela serra e a casa de máquinas no alto não imagina que dentro da rocha há uma outra usina. Segundo informações do jornalista Carlos Pimentel Mendes, do site Novo Milênio, a estratégia vem da época da construção do complexo, marcada por grandes guerras. Pensou-se na seguinte hipótese: se a usina externa fosse destruída por um bombardeio, o abastecimento elétrico do pólo industrial de Cubatão e da capital paulista continuaria garantido, além do custo construtivo e de manutenção ser bem menor.

Os responsáveis pela obra da usina e da represa foram o engenheiro Asa White Kenney Billings e Henry Borden, cujos nomes foram depois perpetuados no nome da represa e da usina.

O complexo é composto de seis grupos geradores, instalados no interior do maciço rochoso da Serra do Mar, em uma caverna de 120 metros de comprimento, 21 de largura e 39 de altura, cuja capacidade instalada é de 420 megawatts. O primeiro grupo gerador entrou em operação em 1956.

Com a modernização do sistema de distribuição de energia, atualmente, a Usina serve basicamente às suas próprias atividades. Somente em ocasiões extraordinárias, ela atende à Cidade, caso da última semana. Quando olhar para a Serra do Mar, agradeça a Henry Borden.


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