O que maçãs e bananas podem ensinar sobre jornalismo

21/11/2017

Em 2016, a Universidade de Oxford, no Reino Unido, definiu “pós-verdade” como a palavra do ano. Segundo a instituição, o termo “se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

Numa era em que fatos são menos importantes que versões, como fica o jornalismo, esse teimoso que tanto irrita os tiranos do século XXI?

O presidente dos Estados (des)Unidos da América, Donald Trump, é o símbolo dessa nova era. Eleito pela ignorância e pela revolta com “tudo que está aí”, o bilionário escolheu a imprensa como sua inimiga número um. Aliás, segundo ele, “inimiga do povo”.

E essa inimiga tem uma cara. Trump tem ojeriza à CNN, rede de TV a cabo que já foi líder de audiência no seu segmento, mas hoje perde para a Fox News, queridinha do republicano por seu estilo, digamos, ufanista.

Cansada de ser provocada diariamente pelo novo inquilino da Casa Branca, a CNN resolveu revidar com uma série de comerciais intrigantes e muito polêmicos. Usando como metáfora uma maçã, a emissora tenta explicar o modus operandi de Trump de tentar usar distrações (como seus rompantes diários no Twitter) para abafar as investigações de que sua campanha contou com apoio da Rússia para influenciar o resultado das eleições do ano passado.

Para nós daqui debaixo, os comerciais também podem ensinar bastante. As eleições presidenciais de 2018 já estão aí. E há muitos interessados em nos fazer acreditar que maçãs são bananas.

Assista aos comerciais abaixo, com tradução livre feita por mim. E se inscreva no meu canal 😉

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Desarmando a bomba

07/05/2017

Costuma-se definir de surreal uma situação que foge à compreensão da realidade. Mas nos últimos meses, a situação de Cubatão adquiriu tons de dadaísmo, movimento artístico dos anos 1910 baseado na ode à confusão.

Vivemos dias bagunçados, frustrantes, sem horizonte. A cada hora, novas notícias ruins, novos anúncios negativos, novos conflitos ásperos e muitas vezes desnecessários.

A cidade está basicamente parada. Cubatão está em crise, não é mais a “galinha dos ovos de ouro” de outrora.

E por que chegamos a esse ponto? Vivemos o resultado da insistente teimosia de sucessivos governos de que o Polo Industrial nos sustentaria eternamente. Pra que pensar em novas formas de pensar a cidade se sempre teríamos pelo menos um “bilhãozinho” em caixa, no pior dos cenários? Pra que investir em turismo, formação profissional qualificada de nossos jovens?

Pois bem, o preço por essa filosofia imediatista tem saído bem caro. E hoje a cidade está em uma encruzilhada: ou recolhe seus cacarecos e aprende a andar com as próprias pernas, ou definhará, presa a um passado que não tem volta.

Exatamente por isso, me causa angústia ver a Cubatão perdida de 2017. De qualquer lado que se observe, todos estão com pedras nas mãos. O pavio está aceso. E a bomba está prestes a estourar.

É hora de uma “DR” coletiva. Só o cubatense pode salvar Cubatão. Armas abaixadas, coração leve, humildade para ouvir sugestões e voltar atrás.

É hora de uma nova Agenda 21, no papel e nas atitudes. Não vamos perder o bonde da História de novo. Desperte, Cubatão.


‘Timing’ é tudo

26/04/2017

“O tempo não para”

Em política, uma coisa é fundamental e decisiva para qualquer gestão: timing. Nem antes, nem depois. Algumas medidas precisam ser tomadas na hora certa.

O tempo certo para tomar alguma medida é tão ou até mais importante que o apoio legal ou a necessidade da tal ação. Falando de gestão pública, errar o timing é pecado quase mortal.

E medidas tomadas no tempo errado têm sido frequentes neste ano, localmente e nacionalmente. E as consequências disso estão aí, aos olhos de todos. Caos, incerteza, choque, incredulidade. Desilusão.

Medidas que, se tomadas no timing correto, teriam outras consequências. Menos traumas, menos cisões, mais entendimento.

O timing de uma decisão afeta duas coisas no responsável por ela: popularidade e credibilidade. Popularidade é algo que varia com o tempo e a circunstância. Tem seus altos e baixos. Credibilidade, no entanto, é algo bem mais difícil de conseguir. E muito fácil de perder.

Há tempo de falar, há tempo de calar. Há tempo de agir, há tempo de observar. Mas sempre há tempo. Resta ao gestor correr ao lado dele ou ser superado pelo implacável “tic-tac” da política e da realidade.

Fica a reflexão.


A disputa pelos muros da cidade

26/01/2017

Quem anda pela região central de Cubatão pode até não ter notado, mas uma guerra informal parece estar em andamento. Aparentemente, diversos grupos de pichadores estão “marcando território” em muros pela cidade. Com motivos variados, que vão de frases de efeito a meras assinaturas, as marcações estão por toda parte.

O fenômeno chama a atenção sobretudo neste momento em que o prefeito de São Paulo, João Doria, lançou uma ofensiva aos pichadores e suas “obras”. Como efeito colateral, os famosos grafites da metrópole também estão sendo atingidos pelo programa, o que tem gerado grande polêmica.

Doria é do PSDB, mesmo partido do prefeito cubatense, Ademário Oliveira. Enquanto medida semelhante não é lançada por aqui, acompanhe abaixo algumas das pichações pelos muros cubatenses registradas nos últimos dias:

FRASES

A categoria que mais chama a atenção é a de pichações com mensagens. Algumas poderiam fazer parte de um livro de autoajuda. Outras servem para marcar território ou posição. A última imagem desse item foi registrada pelo colega jornalista Victor de Andrade, do blog O Curioso do Futebol.

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ASSINATURAS

Como dito anteriormente, parece haver grupos diversos de pichadores. Cada um é marcado por uma “assinatura”. Elas podem ser vistas isoladamente em alguns muros. Uma parede próxima ao Hospital Municipal registra uma espécie de “galeria da fama”, com várias identificações.

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POSICIONAMENTO POLÍTICO

Há uma certa fascinação de um grupo pelo ex-presidente Getúlio Vargas, sobretudo acerca de seu conturbado mandato no Estado Novo. Além da pichação abaixo, em plena Rua Manoel Jorge (em frente ao Paço Municipal), há escritos no busto dedicado ao mandatário na praça que leva seu nome, na Avenida Joaquim Miguel Couto.
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Como último destaque, um “combo” de pichação política com posicionamento pró-descriminalização das drogas. Aparentemente, cada item da obra é de um grupo distinto. Esse elemento pode ser visto em vários pontos da cidade.
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Viu outras pichações curiosas por aí? Envie nos comentários! E confira pitacos, fotos, informações e muito mais nas minhas redes sociais 🙂
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Prefeitos, governadores e presidentes: fotos para a História

12/01/2017

Retomando esse espaço que vai completar 10 anos em breve, vou tratar aqui um pouco da minha carreira no jornalismo/assessoria de imprensa. Muitas vezes, parafraseando o lendário tema do Repórter Esso, somos mesmo testemunhas oculares da História. Reúno neste post algumas fotos minhas que retratam os prefeitos de Cubatão, governadores de São Paulo e presidentes brasileiros nos últimos anos. E falo do contexto em que as imagens foram registradas. Boa leitura!

Dilma Rousseff – 30/04/2010

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Uma até então pouco conhecida ministra do governo Lula, Dilma Rousseff esteve em Cubatão no final de abril de 2010 para fazer um dos primeiros atos da sua pré-campanha à Presidência. Com aparência bem diferente da que seria adotada na campanha, mas já ensaiando discursos e programa de governo, ela falou para um grupo de militantes, políticos e imprensa numa pizzaria local. Com um calor infernal (não havia ar condicionado), pouco se ouvia. Mas com o PT em voo de cruzeiro no cenário nacional à época, isso pouco importava. O fato político de alcance nacional estava pronto. Entre cotoveladas, dribles na segurança e secando as insistentes gotas de suor, consegui registrar o momento.

Nei Serra e Marcia Rosa – 11/08/2011
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Um encontro fortuito e surpreendente em Santos, durante um encontro de prefeitos com o governador Geraldo Alckmin. Futuros adversários nas tumultuadas eleições do ano seguinte, Marcia Rosa e Nei Serra (então representante da associação de hotéis de Bertioga) trocaram cumprimentos num encontro que este que vos escreve conseguiu registrar com exclusividade.

Marcia Rosa, Geraldo Alckmin e José Serra – 19/11/2011

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Se nacionalmente PT e PSDB não se dão bem, regionalmente a disputa é intensificada. Protagonistas de embates antológicos nos últimos anos, a então prefeita Marcia Rosa e o governador Geraldo Alckmin se encontraram no Jardim Nova República, em Cubatão, para entregarem moradias de um conjunto habitacional feito com recursos estaduais e municipais. Para aumentar o climão, o chefe do Executivo estadual trouxe a tiracolo para a cerimônia seu antecessor (e ainda mais desafeto de Marcia), José Serra. Sobraram indiretas e trocas pouco amistosas de olhares. Fato que não passou desapercebido por nenhum dos presentes. A imagem registrada por mim fala por si.

Marcia Rosa e Paulo Alexandre Barbosa – 17/05/2013

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Apesar das diferenças, no dia a dia a relação entre os prefeitos da Baixada é respeitosa e até amistosa. Que o diga esse rápido e simpático registro de um encontro entre a prefeita de Cubatão e o chefe do Executivo Santista em um evento do governo do Estado na prefeitura da maior cidade da Região.

Lula – 09/08/2013

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Ainda longe do turbilhão que estaria por vir nos anos seguintes, o ex-presidente Lula foi recebido como um verdadeiro rockstar em um evento do seu partido em Bauru, no interior de São Paulo. Ovacionado pelos militantes, paparicado pela imprensa nacional e retornando de um exitoso tratamento de saúde, ele era só sorrisos ao lançar seu ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como candidato ao governo de São Paulo.

Michel Temer – 06/12/2013

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Fotos posadas são o pesadelo de qualquer repórter fotográfico. A espontaneidade de um encontro é muito mais reveladora e jornalisticamente relevante. Mas, às vezes, um olhar pode mudar tudo. Anos antes de ser conduzido à Presidência da República, Michel Temer recebia prefeitos da Baixada Santista em seu escritório, em São Paulo, para receber pleitos sobre mobilidade urbana e encaminhá-los ao Palácio do Planalto, após tentativas frustradas das autoridades regionais em marcar audiência com a então presidente Dilma Rousseff. Controlando o tempo da audiência minuciosamente, Temer aceitou posar rapidamente para uma foto, mas estava com pressa, pois era latente o desejo do à época vice-presidente de voltar à agenda política (diversos deputados e agentes políticos o esperavam para audiências).

Wagner Moura – 27/05/2014

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Os últimos dois anos foram os de maiores reviravoltas políticas na história de Cubatão. Diversas ações eleitorais movidas na campanha de 2012 geraram consequências que perduraram até o último dia de 2016. No meio de 2014, Marcia Rosa foi afastada da Prefeitura por decisão da Justiça Eleitoral, assim como seu vice Donizete Tavares. Coube à Wagner Moura, então presidente da Câmara, assumir o poder Executivo. Registrei o momento em que ele assinou a ordem judicial, tornando-se prefeito por pouco mais de um mês.

Dilma Rousseff – 30/09/2014

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Se em Cubatão as eleições de 2012 geraram turbulências para os anos seguintes, no cenário nacional isso se deu no pleito de 2014. Uma campanha presidencial tensa, com reviravoltas inacreditáveis. Um dos últimos atos de campanha de Dilma Rousseff no primeiro turno foi uma carreata em Santos. Cobrir eventos políticos na rua já é uma missão complicada para a imprensa. Com uma presidente da República disputando reeleição, então, é quase impossível. Credenciamento exaustivo, segurança em alerta máximo com medo de atentados. Entre empurrões, pés pisoteados e troca de “gentilezas” com os agentes do Exército, consegui algumas boas imagens da candidata/presidente.

Ademário Oliveira e Aguinaldo Araújo – 09/12/2016

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Como mais uma das consequências da atribulada eleição de 2012, Marcia Rosa e Donizete foram afastados novamente em 2016. Coube ao presidente do Legislativo de então, Aguinaldo Araújo, assumir o Executivo e completar a gestão até a posse do prefeito eleito nas eleições de 2016, Ademário Oliveira. Numa das reuniões desse período, pude registrar um momento simbólico: dois prefeitos entre a cadeira do poder Executivo da Cidade. Uma literal transição de governo.

Tem muito mais fotos e registros desse mundão no meu Flickr • 

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Já perdemos. Todos nós.

17/04/2016

Já perdemos todos.

Há um ano e meio, o País está parado por causa de uma briga desmedida por poder. Por causa da sanha do presidente da Câmara mais indigno do cargo em todos os tempos. Por causa do partido mais partido do País, que mais uma vez pode chegar ao posto máximo da República por um atalho.

Estamos aqui, 24 anos depois, enfrentando mais um processo traumático, mais uma chaga na nossa jovem democracia.

Enfrentamos brigas e divisões em nossas famílias, amigos, colegas de trabalho. A política no Brasil, que deveria ser o caminho da conciliação de ideias divergentes, mais uma vez se presta ao contrário. E não há inocentes nessa história.

A História julgará tudo o que está acontecendo por aqui desde outubro de 2014. Que as gerações futuras nos perdoem.


Cubatão protesta, mas vandalismo prejudica dia histórico

19/06/2013
13-06-18 - Vandalismo Centro Cubatão - AN (75)

Ônibus foi destruído e incendiado na Avenida Nove de Abril

 

O dia 18 de junho de 2013 já está marcado na história de Cubatão. A onda de protestos por tudo, “não apenas por 20 centavos”, que se espalha pelo País, chegou ao Município. Dois atos foram realizados no final da tarde, reunindo centenas de pessoas. Uma bela página de nossa democracia, infelizmente prejudicada por atos isolados de vandalismo, que trouxeram o caos à região central.

Por volta das 17 horas, dezenas de pessoas, sobretudo estudantes, se reuniram no Paço Municipal para fazerem um ato contra tudo o que está errado, passando por críticas à saúde, educação, gastos públicos com a Copa do Mundo e corrupção. Pacificamente, o grupo seguiu pela Avenida Nove de Abril e rumou para o Trevo de Cubatão, onde bloquearam o tráfego nas rodovias Cônego Domênico Rangoni e Anchieta por cerca de uma hora.

Em seguida, o grupo, com mais de 500 pessoas, caminhou novamente para a avenida principal da Cidade, onde encerraram o ato.

Também no final da tarde, um outro grupo se concentrou atrás do Paço Municipal. O objetivo desse movimento, dentre o qual fazia parte a prefeita Marcia Rosa, era diferente: clamar pela paz em Cubatão.

Vestidos de branco, os integrantes caminharam pela Rua Pedro de Toledo e seguiram rumo à Praça Princesa Isabel, onde deram um abraço simbólico no logradouro público, um dos símbolos da Cidade.

Vandalismo

Depois dos atos pacíficos e democráticos, infelizmente a violência marcou presença. Um pequeno grupo, alheio aos movimentos, promoveu atos de vandalismo no Centro logo após os protestos. Lixeiras foram queimadas na Rua Manoel Jorge e vidros foram quebrados nos prédios da Prefeitura e Câmara. O Bloco Cultural foi pichado e equipamentos de sinalização foram jogados no chão.

Os vândalos entraram em conflito com policiais da Tropa de Choque, chamada para a ocorrência. Jornalistas e fotógrafos que cobriam o incidente foram atingidos com pedras e ovos.

O grupo de criminosos seguiu para a Avenida Nove de Abril, onde promoveu caos e destruição. Lixeiras foram incendiadas. Uma joalheria próxima à antiga entrada do parque Anilinas foi saqueada e destruída.

Completando o itinerário de terror, os vândalos cercaram um ônibus municipal, retiraram seus integrantes e atearam fogo ao veículo. As chamas acabaram atingindo a rede elétrica da região, que acabou prejudicada.

A Prefeitura de Cubatão lamentou o incidente. “A Prefeitura de Cubatão considera válidas as manifestações pacíficas e próprias da democracia. No entanto, lamenta qualquer excesso ou prática violenta que não combinam com as reivindicações legítimas da população. E repudia a infiltração de pessoas que se aproveitam para praticar atos de vandalismo contra órgãos públicos e propriedades particulares. O povo deve repudiar este tipo de atitude para que as manifestações não sejam desvirtuadas de seu propósito”.

O órgão também informou que o transporte público, principal item gerador do movimento nacional, foi prejudicado. “(…) não será possível manter o serviço normal de transporte público coletivo no Município durante esta quarta-feira (19). O motivo é que além do ônibus que foi queimado na Avenida Nove de Abril, outros 23 veículos da frota que realiza o transporte de passageiros no Município foram danificados. Na grande maioria, os veículos tiveram janelas e para-brisas danificados, segundo a concessionária. A Empresa informou que praticamente todos as linhas serão prejudicadas e que o serviço estará normalizado conforme os reparos nos ônibus forem concluídos”.

Diversos jovens que participaram dos protestos também lamentaram os incidentes, enfatizando o caráter pacífico do movimento.

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Veja abaixo imagens minhas e vídeo exclusivo com a situação no Centro de Cubatão após os protestos.

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