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Dois homens, uma cidade

Qualquer cubatense com mais de 25 anos ainda tem lembranças da maior rivalidade que essa cidade já viu na sua história. Ou você era Nei Serra ou era José Osvaldo Passarelli.

Foram seis mandatos consecutivos, um alternando com o outro. E cada vez mais projetos faraônicos, ousados. Uma das anedotas desse período era que os muros dos próprios municipais ficavam cada vez mais grossos a cada mandato, já que cada prefeito os pintava com sua cor de preferência.

Quem foi criança naquele tempo, como eu, lembra das visitas regulares que Passarelli fazia às escolas, onde todos reunidos no pátio participávamos do hasteamento das bandeiras. Cubatão é uma das poucas cidades no País onde as pessoas sabem, de cor, o hino municipal. Resquício dessa época.

Ambos foram indicados pela Ditadura como prefeitos biônicos. Ambos foram eleitos pela população na Nova República, com votações consagradoras. Nenhum deles administrou Cubatão sob a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que seria bastante interessante de se ver.

Com a saída de Passarelli, acaba uma era em que uma rivalidade impulsionava a cidade e mobilizava a política local como jamais vai ocorrer novamente. Que ele encontre o descanso, após uma árdua batalha.

Foto: folheto Cubatão – Um Governo com o Povo – Prefeitura Municipal de Cubatão, janeiro de 1987 (arquivo site Novo Milênio)
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Duas imagens que falam por si

Teatro de última geração, complexo de saúde, policlínica, centro de artes… Há literalmente inúmeros projetos para o elefante branco na esquina da Henry Borden com a Nove de Abril.

Entre tantas teorias, um só fato: o prédio está se deteriorando a olhos vistos. Fiz um GIF com duas imagens minhas, uma de 2009 e outra feita hoje cedo. As fotos (abaixo) falam por si.

O que podia ser uma solução se tornou um incômodo e gigantesco problema. Que precisa ser decidido e resolvido o mais rápido possível. Antes que a próxima foto desse local seja trágica.

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