Desarmando a bomba

07/05/2017

Costuma-se definir de surreal uma situação que foge à compreensão da realidade. Mas nos últimos meses, a situação de Cubatão adquiriu tons de dadaísmo, movimento artístico dos anos 1910 baseado na ode à confusão.

Vivemos dias bagunçados, frustrantes, sem horizonte. A cada hora, novas notícias ruins, novos anúncios negativos, novos conflitos ásperos e muitas vezes desnecessários.

A cidade está basicamente parada. Cubatão está em crise, não é mais a “galinha dos ovos de ouro” de outrora.

E por que chegamos a esse ponto? Vivemos o resultado da insistente teimosia de sucessivos governos de que o Polo Industrial nos sustentaria eternamente. Pra que pensar em novas formas de pensar a cidade se sempre teríamos pelo menos um “bilhãozinho” em caixa, no pior dos cenários? Pra que investir em turismo, formação profissional qualificada de nossos jovens?

Pois bem, o preço por essa filosofia imediatista tem saído bem caro. E hoje a cidade está em uma encruzilhada: ou recolhe seus cacarecos e aprende a andar com as próprias pernas, ou definhará, presa a um passado que não tem volta.

Exatamente por isso, me causa angústia ver a Cubatão perdida de 2017. De qualquer lado que se observe, todos estão com pedras nas mãos. O pavio está aceso. E a bomba está prestes a estourar.

É hora de uma “DR” coletiva. Só o cubatense pode salvar Cubatão. Armas abaixadas, coração leve, humildade para ouvir sugestões e voltar atrás.

É hora de uma nova Agenda 21, no papel e nas atitudes. Não vamos perder o bonde da História de novo. Desperte, Cubatão.

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Já perdemos. Todos nós.

17/04/2016

Já perdemos todos.

Há um ano e meio, o País está parado por causa de uma briga desmedida por poder. Por causa da sanha do presidente da Câmara mais indigno do cargo em todos os tempos. Por causa do partido mais partido do País, que mais uma vez pode chegar ao posto máximo da República por um atalho.

Estamos aqui, 24 anos depois, enfrentando mais um processo traumático, mais uma chaga na nossa jovem democracia.

Enfrentamos brigas e divisões em nossas famílias, amigos, colegas de trabalho. A política no Brasil, que deveria ser o caminho da conciliação de ideias divergentes, mais uma vez se presta ao contrário. E não há inocentes nessa história.

A História julgará tudo o que está acontecendo por aqui desde outubro de 2014. Que as gerações futuras nos perdoem.


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