O que maçãs e bananas podem ensinar sobre jornalismo

21/11/2017

Em 2016, a Universidade de Oxford, no Reino Unido, definiu “pós-verdade” como a palavra do ano. Segundo a instituição, o termo “se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

Numa era em que fatos são menos importantes que versões, como fica o jornalismo, esse teimoso que tanto irrita os tiranos do século XXI?

O presidente dos Estados (des)Unidos da América, Donald Trump, é o símbolo dessa nova era. Eleito pela ignorância e pela revolta com “tudo que está aí”, o bilionário escolheu a imprensa como sua inimiga número um. Aliás, segundo ele, “inimiga do povo”.

E essa inimiga tem uma cara. Trump tem ojeriza à CNN, rede de TV a cabo que já foi líder de audiência no seu segmento, mas hoje perde para a Fox News, queridinha do republicano por seu estilo, digamos, ufanista.

Cansada de ser provocada diariamente pelo novo inquilino da Casa Branca, a CNN resolveu revidar com uma série de comerciais intrigantes e muito polêmicos. Usando como metáfora uma maçã, a emissora tenta explicar o modus operandi de Trump de tentar usar distrações (como seus rompantes diários no Twitter) para abafar as investigações de que sua campanha contou com apoio da Rússia para influenciar o resultado das eleições do ano passado.

Para nós daqui debaixo, os comerciais também podem ensinar bastante. As eleições presidenciais de 2018 já estão aí. E há muitos interessados em nos fazer acreditar que maçãs são bananas.

Assista aos comerciais abaixo, com tradução livre feita por mim. E se inscreva no meu canal 😉

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BBC destaca combate à poluição do ar em Cubatão

09/03/2017

A emissora de TV britânica BBC publicou hoje (9/3) matéria sobre o histórico trabalho de combate à poluição do ar em Cubatão nos anos 1980. Na época, após ser conhecida mundialmente como “Vale da Morte”, um intenso trabalho liderado pela companhia estadual de saneamento ambiental, a Cetesb, e pelo Governo do Estado, foi responsável por eliminar 90% das fontes poluidoras do Polo Industrial.

Para a matéria, a repórter Camilla Costa entrevistou o engenheiro ambiental e ex-secretário municipal de Meio Ambiente cubatense, Cleiton Jordão. Ele contou um pouco desta triste época, destacando os frequentes e aterrorizantes episódios de chuva ácida, conhecida entre os habitantes do extinto núcleo da Vila Parisi como “chuva que queima”.

A reportagem explica os motivos de Cubatão ter sido ao mesmo tempo o local perfeito e o pior espaço possível para a implantação das indústrias de base, fenômeno de uma época em que o Brasil vivenciava o desenvolvimentismo desenfreado do começo dos anos 1950.

Hoje, com as fontes controladas, o monitoramento constante da qualidade do ar é fundamental. Mas, como a explosão na Vale Fertilizantes em 5 de janeiro deste ano mostra, todo cuidado é pouco. Ainda temos um alto índice de poluição do ar, mas nada lembra os catastróficos anos em que “50 tons de cinza” era a melhor definição possível do céu cubatense.

Acompanhe vídeo da reportagem abaixo, com tradução livre minha. E se inscreva no meu canal no YouTube. Sempre tem alguma boa novidade por lá!


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