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Fake News: a mentira disfarçada de informação

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Aquela história só pode ser verdadeira. Diz exatamente aquilo que você sempre suspeitou. Confirma todas as suas expectativas. O mundo precisa saber disso!

Um clique e todos seus familiares e amigos já estão por dentro do “fato” graças a você. Que sentimento bom isso gera, não? É, mas tinha um detalhe: era tudo mentira. E o estrago já está feito.

A internet é uma das maiores invenções da humanidade. E as redes sociais são o melhor retrato dessa revolução: todos estamos próximos uns dos outros. Compartilhamos o que somos para milhares de pessoas diariamente, sem filtros, sem censura. É aí que mora o problema.

A estrutura simples e intuitiva de um Facebook nos faz esquecer que passamos a ser todos comunicadores, formadores de opinião. Como estamos rodeados de amigos e familiares por lá, não atentamos que estamos diante de uma máquina poderosa, maior que qualquer TV, jornal ou rádio.

Por isso, muitas vezes esquecemos que não estamos no sofá da sala conversando com um amigo. Mas sim expondo nossa opinião para um público gigantesco, global. E opinião é totalmente diferente de informação.

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco acabou despertando em algumas pessoas os monstros que elas tentam esconder: o ódio, o rancor, o preconceito, o racismo.

Esses quatro “cavaleiros do Apocalipse” são os maiores aliados da mentira. Eles a corroboram, a legitimam. Apagam nosso senso de equilíbrio e sensatez. E como o ódio mobiliza muito mais que o amor, está formada a receita para um desastre.

Horas depois do ocorrido, já surgiram inúmeras mentiras sobre a parlamentar, que não bastou tomar cinco tiros na cara, sofreu um segundo atentado: o de sua reputação. Tudo graças à maldita dicotomia vermelho x azul que tomou conta de qualquer discussão hoje em dia.

fake news é apartidária. E não fica restrita à política. Quem nunca recebeu no WhatsApp aquela notícia de um “tratamento revolucionário” que “a indústria médica (sic) não quer que você saiba”? Ou aquele recado de que o remédio x é na verdade um veneno mortal e que deve ser evitado?

Como profissional de comunicação, não posso ignorar esse perigo. Por isso, preparei um guia rápido para você fugir das fake news, com algumas dicas preciosas para não cair na tentação de compartilhar uma mentira, um ato simples que pode ter consequências jurídicas (e trágicas). Fiz em formato de imagem para facilitar o compartilhamento.

Ninguém está a salvo das fake news. Elas são sedutoras, críveis, canalhas. E o melhor jeito de evitar essa inimiga é conhecer o seu modus operandi.

FN

 

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O que maçãs e bananas podem ensinar sobre jornalismo

Em 2016, a Universidade de Oxford, no Reino Unido, definiu “pós-verdade” como a palavra do ano. Segundo a instituição, o termo “se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

Numa era em que fatos são menos importantes que versões, como fica o jornalismo, esse teimoso que tanto irrita os tiranos do século XXI?

O presidente dos Estados (des)Unidos da América, Donald Trump, é o símbolo dessa nova era. Eleito pela ignorância e pela revolta com “tudo que está aí”, o bilionário escolheu a imprensa como sua inimiga número um. Aliás, segundo ele, “inimiga do povo”.

E essa inimiga tem uma cara. Trump tem ojeriza à CNN, rede de TV a cabo que já foi líder de audiência no seu segmento, mas hoje perde para a Fox News, queridinha do republicano por seu estilo, digamos, ufanista.

Cansada de ser provocada diariamente pelo novo inquilino da Casa Branca, a CNN resolveu revidar com uma série de comerciais intrigantes e muito polêmicos. Usando como metáfora uma maçã, a emissora tenta explicar o modus operandi de Trump de tentar usar distrações (como seus rompantes diários no Twitter) para abafar as investigações de que sua campanha contou com apoio da Rússia para influenciar o resultado das eleições do ano passado.

Para nós daqui debaixo, os comerciais também podem ensinar bastante. As eleições presidenciais de 2018 já estão aí. E há muitos interessados em nos fazer acreditar que maçãs são bananas.

Assista aos comerciais abaixo, com tradução livre feita por mim. E se inscreva no meu canal 😉

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BBC destaca combate à poluição do ar em Cubatão

A emissora de TV britânica BBC publicou hoje (9/3) matéria sobre o histórico trabalho de combate à poluição do ar em Cubatão nos anos 1980. Na época, após ser conhecida mundialmente como “Vale da Morte”, um intenso trabalho liderado pela companhia estadual de saneamento ambiental, a Cetesb, e pelo Governo do Estado, foi responsável por eliminar 90% das fontes poluidoras do Polo Industrial.

Para a matéria, a repórter Camilla Costa entrevistou o engenheiro ambiental e ex-secretário municipal de Meio Ambiente cubatense, Cleiton Jordão. Ele contou um pouco desta triste época, destacando os frequentes e aterrorizantes episódios de chuva ácida, conhecida entre os habitantes do extinto núcleo da Vila Parisi como “chuva que queima”.

A reportagem explica os motivos de Cubatão ter sido ao mesmo tempo o local perfeito e o pior espaço possível para a implantação das indústrias de base, fenômeno de uma época em que o Brasil vivenciava o desenvolvimentismo desenfreado do começo dos anos 1950.

Hoje, com as fontes controladas, o monitoramento constante da qualidade do ar é fundamental. Mas, como a explosão na Vale Fertilizantes em 5 de janeiro deste ano mostra, todo cuidado é pouco. Ainda temos um alto índice de poluição do ar, mas nada lembra os catastróficos anos em que “50 tons de cinza” era a melhor definição possível do céu cubatense.

Acompanhe vídeo da reportagem abaixo, com tradução livre minha. E se inscreva no meu canal no YouTube. Sempre tem alguma boa novidade por lá!