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BBC destaca combate à poluição do ar em Cubatão

A emissora de TV britânica BBC publicou hoje (9/3) matéria sobre o histórico trabalho de combate à poluição do ar em Cubatão nos anos 1980. Na época, após ser conhecida mundialmente como “Vale da Morte”, um intenso trabalho liderado pela companhia estadual de saneamento ambiental, a Cetesb, e pelo Governo do Estado, foi responsável por eliminar 90% das fontes poluidoras do Polo Industrial.

Para a matéria, a repórter Camilla Costa entrevistou o engenheiro ambiental e ex-secretário municipal de Meio Ambiente cubatense, Cleiton Jordão. Ele contou um pouco desta triste época, destacando os frequentes e aterrorizantes episódios de chuva ácida, conhecida entre os habitantes do extinto núcleo da Vila Parisi como “chuva que queima”.

A reportagem explica os motivos de Cubatão ter sido ao mesmo tempo o local perfeito e o pior espaço possível para a implantação das indústrias de base, fenômeno de uma época em que o Brasil vivenciava o desenvolvimentismo desenfreado do começo dos anos 1950.

Hoje, com as fontes controladas, o monitoramento constante da qualidade do ar é fundamental. Mas, como a explosão na Vale Fertilizantes em 5 de janeiro deste ano mostra, todo cuidado é pouco. Ainda temos um alto índice de poluição do ar, mas nada lembra os catastróficos anos em que “50 tons de cinza” era a melhor definição possível do céu cubatense.

Acompanhe vídeo da reportagem abaixo, com tradução livre minha. E se inscreva no meu canal no YouTube. Sempre tem alguma boa novidade por lá!

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Forte odor de gás atinge Cubatão

URGENTE

Os cubatenses tiveram uma desagradável surpresa na noite desta quarta-feira. Um forte odor de gás impregnou o ar da região central da Cidade.

Quem estava em casa foi obrigado a se proteger ligando os ventiladores ou exaustores. Segundo informações obtidas por este blog, muitas pessoas procuraram o Pronto Socorro Central queixando-se de dores de cabeça e problemas respiratórios.

Um levantamento preliminar indica que foram afetados com o forte cheiro os bairros Fabril, Centro, Vila Couto, Vila Paulista, Jardim 31 de Março e Vila Nova, mas já há registros de que o odor chegou a Santos e São Vicente.
As informações são desencontradas até o momento, mas tudo indica que o odor provém da Refinaria Presidente Bernardes.

O site da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), empresa responsável por aferir a qualidade do ar e fazer a fiscalização junto ao Polo Industrial, está com problemas na página que informa a atual situação.

Infelizmente, este é mais um caso que ilustra que Cubatão paga um preço muito alto por sediar o maior polo petroquímico da América Latina é muito alto. Uma cidade localizada no sopé de uma serra, que naturalmente bloqueia a evasão dos poluentes, não poderia de forma alguma sediar tais indústrias. Mas a falta de visão futura das autoridades e o compromisso zero com o meio ambiente por parte das companhias acabou nisso: uma noite em que relembramos o triste título de “Vale da Morte”.

Atrelado a isso, aparentemente a rigidez da fiscalização diminuiu. Diariamente ouvimos relatos de novos focos de poluição em nossos rios e mal conseguimos ver a Serra do Mar por causa da fumaça das chaminés industriais. Até quando essa triste sina cubatense irá perdurar?

Enquanto nada é feito, resta-nos proteger nossos narizes e torcer para que a chuva leve da madrugada ajude a dispersar os poluentes.