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Colapso

Faz muito tempo que não venho aqui. Porque confesso que não vejo sentido em falar de amenidades ou qualquer outro assunto enquanto enfrentamos a maior batalha de nossas vidas, que está entrando em sua pior fase.

Há um ano sabemos o que é o coronavírus, o que é a Covid-19 e como evitar o contágio. E há um ano somos sabotados pela principal pessoa que deveria mover mundos e fundos para nos ajudar: o presidente da República.

Chegamos a um ponto de não retorno. É hora de riscar a linha no chão.

Há uma semana, batemos recordes diários de mortes por covid. Há um mês vemos cidades brasileiras colapsarem com todos seus leitos hospitalares ocupados.

Mas há dois anos e três meses vemos uma pessoa cultuar a morte e a violência todo santo dia. Vemos um desalmado se divertir e fazer churrasco enquanto 260 mil brasileiros morrem sufocados, na maior tragédia da nossa história. Por motivos que só os psicopatas podem saber, ele se diverte levando o país ao caos. Incitar uns aos outros é sua única atividade desde janeiro de 2019. O resultado de eleger quem sempre celebrou os torturadores dos porões da Ditadura só podia ser esse.

Para quem votou nessa pessoa, entendo a revolta naquele momento. Mas é hora de reconhecer que a solução encontrada para “mudar tudo isso que está aí” foi a pior possível.

Alguém que acha que a dor de milhões de famílias é “frescura” e “mimimi” não é apenas um péssimo presidente. É um horrível ser humano.

Quando tudo isso passar (e vai passar), temos uma longa missão pela frente. Mas agora o foco é um só: proteger-se e cuidar de quem amamos. Use máscara, mantenha o distanciamento social e evite situações de risco.

Venceremos. Amanhã vai ser outro dia.