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O GTA nosso de cada dia

Grand Theft Auto. Ou o trânsito de alguma cidade da Baixada Santista às 17h

Hoje, Cubatão lamenta a perda de mais um grande cubatense. Um esportista, formador de cidadãos. Mais uma vítima do cada vez mais inconsequente trânsito cubatense e da Baixada Santista.

Ontem mesmo, quase sofro um acidente por causa de um desses inconsequentes que se acham um Ayrton Senna ou Schumacher ao volante. Em plena rotatória da Praça da Bíblia, o cara começa a querer me ultrapassar ao lado do ponto de táxi da Praça Portugal. Enquanto o sinal estava fechado. Quase arranca tinta do meu carro, de tanto que insistiu em dividir a pista (que só cabe um carro, aliás). Ah, isso foi às duas da tarde.

Isso sem falar nas diversas vezes que tive que desviar de malucos correndo pelas ruas mais movimentadas de Santos, São Vicente, Cubatão. Muitos com suas SUVs, seus camaros, suas motos, seus carros populares tunados. Ou mesmo com seus seminovos já cambaleados. Ignorância não tem classe social.

Por tudo isso, confesso que perdi a vontade de dirigir. Quando posso, uso transporte público ou vou a pé. E mesmo assim, quantas vezes quase fui vítima de algum louco que se acha num GTA da vida enquanto dirige.

Como em tudo hoje em dia, falta empatia. Respeito ao próximo. Falta cidadania. Falta humanidade. Veículos são armas. E armas matam pessoas.

Que o professor Ná tenha sido o basta dessa loucura. Precisamos recobrar a sanidade.

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