Desarmando a bomba

07/05/2017

Costuma-se definir de surreal uma situação que foge à compreensão da realidade. Mas nos últimos meses, a situação de Cubatão adquiriu tons de dadaísmo, movimento artístico dos anos 1910 baseado na ode à confusão.

Vivemos dias bagunçados, frustrantes, sem horizonte. A cada hora, novas notícias ruins, novos anúncios negativos, novos conflitos ásperos e muitas vezes desnecessários.

A cidade está basicamente parada. Cubatão está em crise, não é mais a “galinha dos ovos de ouro” de outrora.

E por que chegamos a esse ponto? Vivemos o resultado da insistente teimosia de sucessivos governos de que o Polo Industrial nos sustentaria eternamente. Pra que pensar em novas formas de pensar a cidade se sempre teríamos pelo menos um “bilhãozinho” em caixa, no pior dos cenários? Pra que investir em turismo, formação profissional qualificada de nossos jovens?

Pois bem, o preço por essa filosofia imediatista tem saído bem caro. E hoje a cidade está em uma encruzilhada: ou recolhe seus cacarecos e aprende a andar com as próprias pernas, ou definhará, presa a um passado que não tem volta.

Exatamente por isso, me causa angústia ver a Cubatão perdida de 2017. De qualquer lado que se observe, todos estão com pedras nas mãos. O pavio está aceso. E a bomba está prestes a estourar.

É hora de uma “DR” coletiva. Só o cubatense pode salvar Cubatão. Armas abaixadas, coração leve, humildade para ouvir sugestões e voltar atrás.

É hora de uma nova Agenda 21, no papel e nas atitudes. Não vamos perder o bonde da História de novo. Desperte, Cubatão.

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Cubatão aparece em minissérie da Globo

02/05/2017

Caminho do Mar e tubulações da Usina Henry Borden aparecem em episódio de “Vade Retro”

No último dia 20 de abril, estreou na TV Globo a minissérie “Vade Retro“, com Tony Ramos e Mônica Iozzi. Quem assistiu ao primeiro episódio da obra de Fernanda Young e Alexandre Machado (autores da consagrada “Os Normais”), pode não ter notado, mas Cubatão aparece com destaque em uma das principais cenas do programa.

Dutos da Usina Henry Borden, em destaque na cena (Reprodução/TV Globo)

Quando Abel, personagem de Ramos, provoca na frente de Celeste (Iozzi) um apagão em toda a cidade onde a história se passa, a locação da cena é um dos locais mais conhecidos de Cubatão: a estrada do Caminho do Mar. Em destaque, as famosas tubulações de água que servem à Usina Henry Borden.

Segundo a comunicação da TV Globo, as cenas foram gravadas em junho de 2016. Quem já foi a algum dos locais da Estrada Velha nesta época do ano sabe bem: o frio é intenso.

Tony Ramos e Mônica Iozzi durante ensaios para gravação da cena (foto: Ramón Vasconcellos/TV Globo)

Aparentemente, a ex-CQC foi pega de surpresa com as baixas temperaturas no momento da gravação. Em entrevista ao site Notícias da TV, Mônica Iozzi comentou como foi gravar na região. “Foi muito sofrido (…) Eu estava com esse bendito vestidinho fininho, sem nada. Estava muito frio e ventando, a ponto de a gente estar em pé e balançar com a força do vento. Eu não tremia a boca na hora de falar o texto, não sei como. Mas eu falava o texto e voltava a tremer”, disse.

Clique aqui para ver a cena em que a locação cubatense aparece na minissérie global.

Curiosidade: em 2011 foi criada a Cubatão Film Comission, órgão ligado à Secretaria Municipal de Cultura para fomentar a realização de obras audiovisuais na cidade. Desde então, já foram gravados comerciais e programas de TV em locações como a Vila Fabril, a própria Estrada Velha e a Avenida Nove de Abril.


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