Um tempo que não deve ser esquecido

No início da década de 80, Cubatão levava a triste alcunha, por parte da imprensa, de “Vale da Morte”. Essa mácula segue a cidade até hoje, e muitos ainda utilizam o termo sem saber ao certo o porquê.

Um vídeo publicado no YouTube mostra Cubatão ao final dos anos 70 e início dos 80, em especial a Vila Parisi, bairro extinto que ficava próximo ao Pólo Industrial. Infelizmente, temos que dar o braço a torcer e concordar que a cidade merecia o apelido que a tornou famosa em todo o mundo.

Hoje, graças a uma série de medidas (em especial multas pesadíssimas às indústrias), a situação é bem diferente. Mas a lembrança de “Vale da Morte” nos persegue.

Acredito que falta uma intensa campanha de divulgação da recuperação ambiental e das belezas naturais de Cubatão. Não temos estandes em feiras de turismo ou eventos de negócios. Nossa política de turismo ainda é incipiente.

Poderíamos ser um paraíso dos esportes radicais, como é Brotas, no interior do Estado. O turismo de aventuras e ecológico, quando bem explorados (divulgação e preparação de estrutura necessária, como hotéis e equipamentos turísticos bem conservados e sinalizados), pode representar uma ótima fonte de renda para o município, que hoje basicamente depende dos bons momentos da indústria e que sofre com ela quando o momento econômico não é bom, como vimos no ano passado.

Que voltemos a apostar na “Cidade-Símbolo da Ecologia”. Assim, com o passar do tempo, sepultaremos de vez os tempos em que a Vila Parisi era uma cruel e palpável realidade.

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2 Responses to Um tempo que não deve ser esquecido

  1. Mauricio Campina disse:

    Parabéns pelo artigo, realmente Cubatão possui uma riquesa cultura e ecológica muito grande. E vejo que o turismo será a grande ferramenta de divulgação de nossas riquesas. A quase duas décadas tento sensibilizar a classe política das vantagens em tornar a cidade em um destino turístico, porém um esforço em vão, pois aqui só se pensa na Lei Gerson.

  2. Allan, chamou minha atenção o título do seu artigo. Postei no meu blog um vídeo sobre Cubatão que foi transmitido para o Brasil através do sistema GLOBOSAT GNT e fala justamente das mudanças que ocorreram em Cubatão. Evoluímos sim, mas não podemos esquecer dessa história que, infelizmente, é muito recente. Nós nascemos durante essa fase triste. Meus pais davam aula na antiga Vila Parisi e sempre me contam sobre a rotina vivenciada pelos moradores. Mas agora é hora de valorizarmos nossas belezas naturais, assim como você disse…fico imaginando Cubatão nos anos 60, um paraíso ambiental contado pelos cubatenses mais antigos. Cubatão tem muito potencial. Acredito na Cidade.
    Abraços
    João Paulo Pucciariello

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