Um tempo que não deve ser esquecido

05/01/2010

No início da década de 80, Cubatão levava a triste alcunha, por parte da imprensa, de “Vale da Morte”. Essa mácula segue a cidade até hoje, e muitos ainda utilizam o termo sem saber ao certo o porquê.

Um vídeo publicado no YouTube mostra Cubatão ao final dos anos 70 e início dos 80, em especial a Vila Parisi, bairro extinto que ficava próximo ao Pólo Industrial. Infelizmente, temos que dar o braço a torcer e concordar que a cidade merecia o apelido que a tornou famosa em todo o mundo.

Hoje, graças a uma série de medidas (em especial multas pesadíssimas às indústrias), a situação é bem diferente. Mas a lembrança de “Vale da Morte” nos persegue.

Acredito que falta uma intensa campanha de divulgação da recuperação ambiental e das belezas naturais de Cubatão. Não temos estandes em feiras de turismo ou eventos de negócios. Nossa política de turismo ainda é incipiente.

Poderíamos ser um paraíso dos esportes radicais, como é Brotas, no interior do Estado. O turismo de aventuras e ecológico, quando bem explorados (divulgação e preparação de estrutura necessária, como hotéis e equipamentos turísticos bem conservados e sinalizados), pode representar uma ótima fonte de renda para o município, que hoje basicamente depende dos bons momentos da indústria e que sofre com ela quando o momento econômico não é bom, como vimos no ano passado.

Que voltemos a apostar na “Cidade-Símbolo da Ecologia”. Assim, com o passar do tempo, sepultaremos de vez os tempos em que a Vila Parisi era uma cruel e palpável realidade.

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