Papo rápido com Marcia Rosa

EXCLUSIVO – Durante a solenidade de assinatura do do projeto Integrar Arte e Vida, na última segunda-feira, fiz uma pequena entrevista com a Prefeita Márcia Rosa no Bloco Cultural. Foi uma rápida conversa de cinco minutos, onde abordamos a responsabilidade social das indústrias, economia e os seis primeiros meses de governo.

Confira abaixo a entrevista na íntegra, com algumas observações minhas.

ALLAN – A senhora participou da inauguração do projeto Integrar Arte e Vida, que oferece atividades culturais e esportivas para crianças da rede de ensino, mantido por empresas privadas. Projetos como esse mostram a importância da parceria com o setor privado. As empresas têm mantido projetos sociais, visando a responsabilidade social. Na visão da senhora, as empresas de Cubatão têm percebido a importância de ajudar o desenvolvimento da comunidade?

MARCIA ROSA – É exatamente isto (neste momento, o representante do Comitê Olímpico Brasileiro interrompe a conversa e despede-se da Prefeita, confidenciando a ela que irá trazer projetos do COB à Secretaria de Esportes). O que eu percebo hoje é que os empresários, as indústrias, reconhecem a necessidade de investir socialmente nesta cidade, que produz riquezas para o mundo inteiro, sobretudo para o Brasil. Esta nova mentalidade do empresariado é muito importante para nós. Neste início, o Carrefour, a Petrobras, a Comgás, estão empenhadas e eu tenho certeza que muito mais empresas virão e farão com que esse projeto possa abarcar as 20 mil crianças da rede municipal de ensino.

AQual o balanço que a senhora faz sobre estes seis primeiros meses de administração e o que espera dos próximos seis meses?

MR – É um desafio, são muitos problemas, mas a Cidade tem muito potencial, é um município que tem uma importância estratégica para a Nação Brasileira e nós queremos, a cada dia, descortinar Cubatão, mostrar a beleza desta cidade do ponto de vista natural, do ponto de vista histórico, com a parceria das indústrias de base. Por meio desta parceria, vamos enfrentar este momento de dificuldade, este momento de crise. Tenho a impressão, se não estiver errada, que Cubatão é a cidade no Brasil que teve o maior impacto com a crise da macroeconomia, até porque é a única cidade do País que tem uma siderúrgica e uma refinaria. Como caiu o preço do barril de petróleo e houve problemas na questão do aço, tudo isso impactou diretamente o emprego, impactou o orçamento do Município, reduziu significativamente a receita do nosso município, coisa jamais vista nos 60 anos de Cubatão. Portanto, é um momento atípico da nossa história, mas também é um momento de esperança, de ajustes, de moldar a casa para que quando esta crise passar, pois eu tenho certeza de que ela vai, a máquina esteja mais ajustada e cada um mais preparado para que esta Cidade emerja como um grande município com este grande potencial que nós temos.

AComo a senhora avalia a atuação do Poder Legislativo? Percebe-se dois blocos bem distintos: situação e oposição…

MR – Tenho percebido que o Legislativo tem buscado uma harmonia maior nas relações entre os vereadores. Sempre respeitei a independência dos poderes, tenho uma boa relação com os parlamentares da Cidade. Cada um deles foi eleito para trabalhar pela Cidade, pelo nosso povo. E como o Executivo trabalha para mudar a cidade, trabalha com muito amor, com muito carinho, com dedicação, seriedade e compromisso, o Legislativo tem reconhecido isso e tem caminhado conosco.

AA visão da senhora sobre dois episódios envolvendo a Câmara: a volta do Dinho ao Legislativo e a ida do Tucla para o bloco de apoio ao Governo.

MR – A volta do Dinho já era um acordo. Ele se candidatou como vereador e, quando assumiu a Secretaria de Finanças, assumiu somente por 100 dias de governo. Quando esse prazo foi cumprido, ele me disse que voltaria para o mandato, afinal ele pediu votos para vereador e foi o segundo mais votado. Claro que ele faz falta, pois foi extremamente eficiente, sobretudo neste momento de crise, sua competência ficou registrada, né? E ele volta para a Câmara. Sabemos que ele é um grande articulador e um grande vereador, portanto ele dá muita qualidade ao Poder Legislativo. O Tucla é uma grande liderança no Legislativo municipal, está no PDT, que é um partido que sempre lutou por uma bandeira social e para nós é muito gratificante ter o Tucla, que representa o PDT, mas sobretudo a pessoa do Tucla como liderança junto ao nosso governo, um projeto que nós temos de Cidade, não um projeto pessoal.

A A senhora ainda está analisando o projeto que cria o Conselho Municipal de Combate à Corrupção, de sua autoria, que foi vetado pela Câmara em abril?

MR – Como não foi possível sancioná-lo, até porque as emendas deturparam significativamente o projeto, ele vai ser reenviado oportunamente à Câmara. Isto será precedido de uma discussão maior com o Legislativo para que a gente possa desta vez aprová-lo – e por que não? – por unanimidade.

ADurante a visita do presidente Lula à Cubatão, foi possível conversar sobre investimentos do Governo Federal na Cidade?

MR – Deu. Eu tenho uma relação muito boa com o Governo Federal. Temos estreitado as relações com Brasília, com todos os ministros. O Governo Lula não trata o município por ser administrado ou não pelo PT, mas claro que ele tem um carinho especial por Cubatão, afinal foi o segundo diretório do partido no País. Inclusive, no dia em que ele veio aqui, nós lembramos dos tempos em que era uma utopia sonhar em eleger um presidente operário. A gente sentava na Praça Princesa Isabel e pensava nisso como um sonho difícil de se realizar, mas que hoje conseguimos tornar realidade. O Presidente Lula ensinou para o Brasil que a utopia vale a pena, que sonhar vale a pena. Ele deixa mais que um Brasil organizado, deixa a força e a capacidade na sua luta, nos seus sonhos e naquilo em que acredita. Ele representa essa simbologia para todos nós. Para mim, foi muito emocionante estar do lado do Presidente da República como prefeita da minha cidade, uma coisa que sonhava há mais de 20 anos e nunca imaginei que fosse realizado desta forma.

(Neste momento a chefe do Executivo precisou sair para despedir-se da Prefeita do Guarujá, Maria Antonieta de Brito, que também participou do evento)

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